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ADOLESCÊNCIA, ÁLCOOL E DROGAS. 

O PERÍODO EM QUE AS DROGAS SE FAZEM MAIS PRESENTES.

Droga é toda substancia que ao ser introduzido, inalado, ingerido ou injetado, provoca alterações no funcionamento do organismo, modificando suas funções, acarreta dependência e provoca desvios de conduta.

 Há um grupo de drogas que possui a capacidade de atuar no psiquismo (psicotrópicas) que alteram o humor, percepção, sensações de prazer e euforia, alívio, medo e dor. A ação destas drogas psicotrópicas tem efeito no sistema nervoso (“O sistema nervoso é responsável pela maioria das funções de controle em um organismo, coordenando e regulando as atividades corporais, as drogas atuam no Sistema Nervoso Central, na “região cerebral”) e classificam-se em:

 *Psicolépticos (sedativos, causam relaxamento ou depressão da atividade mental, facilitando o sono.  Como por exemplo, álcool, heroína, cola de sapateiro).  

*Psicoanalépticos (estimulantes psicomotores, como cocaína, crack e anfetamina ou “bolinha”, são drogas que produzem vigília e euforia). 

 *Psicodislépticos (perturbadoras, são drogas que causam distúrbio da percepção como alucinações visuais e do comportamento, de maneira que não podem ser simplesmente caracterizados como efeito sedativo ou estimulante, exemplo LSD, ecstasy, THC mais conhecido como maconha.

Pesquisam mostraram que jovens brasileiros usam drogas pela primeira vez no inicio da adolescência, o consumo de drogas costuma-se ocorrer em média um ano e meio após a primeira tragada(cigarro) ou primeiro copo de bebida alcoólica (cerveja), por exemplo. 

A prática do consumo de álcool dos adolescentes dá-se na maioria dos casos em domicilio (em casa), na presença da família, festas com grupos de amigos e infelizmente ambientes públicos mesmo sendo proibido para menores de 18 anos.

O álcool é a entrada para o consumo e dependência em outras drogas. 

É durante a adolescência que o jovem  forma sua personalidade, e é também o período em que as drogas se fazem mais presentes.

A adolescência é um período critico na vida de cada individuo, nessa fase o jovem vivencia descobertas significativas e firma sua personalidade e a individualidade, essa fase de transição compreende a transformação do jovem até a idade adulta, não apenas sob o ponto de vista biológico, mas também social e principalmente psicológico. 

Nessa fase, a interação com grupos é comum e o adolescente busca pertencer a um, ao qual se identifica, tendo este a capacidade de influenciar e ser influenciado, levando-o  a adotar atitudes as quais serão a prova de sua aceitação. 

Neste momento também é comum o aumento do conflito familiar, fazendo com que os pais percam um pouco de controle sobre os filhos. Então o melhor a se fazer sempre, é estar mais próximo possível, uma aproximação familiar. Estar perto e atento! 

Procurar saber sempre os locais freqüentados, conhecer seus grupos de amigos e principalmente conhecer bem seu comportamento no dia a dia, para estarem atento as mudanças de comportamento, do humor, nível de concentração em suas atividades diárias, lentificação do raciocínio, resistência ao cansaço, insônia, alterações do sono,  do apetite e isolamento, agressividade,  observem também o surgimento de sangramento nasal, transpiração excessiva, náuseas e vômitos freqüentes, aumento do batimento cardíaco e ansiedade.

Concluindo, a dependência de drogas é considerada uma doença que atinge toda família. Qualquer tipo de comportamento toxicomaníaco tem uma incidência sobre aqueles que rodeiam a pessoa em causa e, sobretudo, sobre a sua família, tornando-a co-dependente do problema, “a família se torna doente junto ao dependente”.O convívio com o adolescente dependente faz com que os familiares adoeçam emocionalmente, sendo necessário que o familiar também se trate, e, ao mesmo tempo, receba orientações a respeito de como lidar com esse jovem, como lidar com seus sentimentos em relação ao mesmo. 

 É uma doença que se manifesta pelo aparecimento de profundas modificações físicas, alterando o metabolismo orgânico quando se interrompe o uso da droga. Obrigam o usuário a continuar consumindo drogas; caso contrário, sobrevêm uma “crise ou síndrome de abstinência”. Essas alterações presentes na “Síndrome de Abstinência” se manifestam por sinais e sintomas de natureza física e variam conforme a droga. Os tóxicos /drogas que criam dependência física, dizemos que causam/provocam “VÍCIO”. 

 Observando essas mudanças repentinas e bruscas, e suspeitando de envolvimento com drogas, procure orientação e aconselhamento com o pessoal da área de dependência química. 

A diferença está no acreditar! 

Viviane D. Batista de Godoi.

Enfermeira / Responsável Técnica.

Pesquisadora na área de dependência química. 

Fontes: 

*Prevalência do consumo por sexo, idade e tipo de substância. Rev. Saúde Publica 1997 Fev; 31(1):21-29.

*Ministério da saúde (BR). Secretaria da Atenção à Saúde. Saúde integral de adolescente e jovens : orientações para a organização de serviços de saúde. Brasília (DF); 2005. Publicado em Esc. Anna Nery Ver Enfermagem 2008 set; 12(3): 535-59.

*Atenção de enfermagem ao familiar do dependente químico: grupo como estratégia do cuidar; Disponível em: HTTP://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1981

 *Site:  HTTP://www.antidrogas.com.br

 

 

 
 

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