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Dobra a procura de adolescentes para tratar dependência
em cocaína e crack.
Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da
Saúde mostra que o número de crianças e adolescentes com
idade entre 10 e 18 anos que procuraram tratamento
intensivo para tratar a dependência em cocaína e crack,
passou de 179, em 2006, para 371, em 2008. O número
representa um aumento de 107% na procura.
Ainda de acordo com a pequisa, a compulsão por esse tipo
de entorpecente tem crescido em todas as classes
sociais. Os dados demonstram que o consumo da cocaína e
do crack tem se tornado mais freqüente e intenso.
A busca por tratamento intensivo é a mais comum. Nesses
casos, o paciente precisa de atendimento prolongado, com
22 sessões ao mês, nos Centros de Atenção Psicossociais
(Cap’s). Em alguns casos, há a necessidade de
internação. O tratamento intensivo representou, entre os
anos de 2006 e 2008, 61,4% (25.669) dos procedimentos
pagos pelo SUS. No período foram oferecidos 41.801
procedimentos, que incluem, entre outras coisas, sessões
com psicólogos e psiquiatras.
Nos casos envolvendo crack, nem sempre a dependência
acontece da forma mais comum: primeiro a maconha, depois
a busca por drogas cada vez mais fortes, chegando à
cocaína e ao crack. Atualmente, a utilização do crack
muitas vezes pula essas etapas, conforme afirma a
psiquiatra e diretora do Centro de Referência de Álcool,
Tabaco e Outras Drogas, Luizemir Lago. "Os adolescentes
têm utilizado cada dia mais o que eles chamam de
´petilho´, que é a mistura de cigarro com as pedras de
crack, e antes mesmo que eles percebam, já são
totalmente dependentes", afirma.
É importante que os pais estejam atentos ao
comportamento dos filhos. Desinteresse pelas atividades
cotidianas, agressividade excessiva e perda de peso são
alguns dos principais sintomas.
Desde o início do ano, está em funcionamento em São
Paulo a primeira clínica pública de internação para
adolescentes dependentes de álcool e drogas. Sediada em
Cotia, na Grande São Paulo, a unidade é uma parceria
entre a Secretaria de Estado da Saúde e o Hospital
Samaritano.
O Projeto Jovem Samaritano, como é chamado, oferece 30
leitos de internação e tem capacidade de atender
anualmente cerca de 120 adolescentes entre 14 e 18 anos
de idade.
Para os adultos, a secretaria inaugurou, no final de
março, a primeira clínica pública em São Bernardo do
Campo, por meio de convênio com a Sociedade Assistencial
Bandeirantes.
São 30 leitos, com período máximo de internação
estipulado em um mês.
Autor: Editoria Saúde
OBID Fonte: Diário da Região
http://www.antidrogas.com.br/mostraartigo.php?c=1234
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